Sobre o programa

No dia 31 de outubro de 2001, eram dadas as boas-vindas ao então Projeto Caiubi, em encontro na Casa de Cultura de Telêmaco Borba, no Paraná. O objetivo era oferecer a professores do município conhecimento teórico e prático sobre educação ambiental para ser trabalhado na sala de aula.

Assim, a Klabin, em parceria com o poder público local, passou a contribuir, de forma mais sistemática, para a formação de cidadãos mais críticos e cuidadosos com o meio ambiente e com o planeta.

No segundo semestre de 2004, o projeto ganhou novo nome e identidade visual: Programa Caiubi de Educação Ambiental. A mudança acompanhava a evolução da iniciativa e seu perfil multifacetado, capaz de acolher diversas ações dentro da mesma temática.

Vinte anos após seu início, passa a ser chamado de Programa Klabin Caiubi e segue firme em seu propósito de capacitar educadores de escolas públicas e privadas em educação ambiental e de incentivá-los a disseminar conhecimento em toda a comunidade.

A duração dos projetos varia conforme o calendário escolar, podendo ser de seis meses a um ano, mas seus efeitos podem deixar um legado para toda a região por meio do conhecimento compartilhado e multiplicado.

Por que Caiubi?

Em 1989, o artista e colaborador da Klabin, Alexandre Camargo Pontes, desenhou um indiozinho simpático que seria o mascote da área de Proteção Florestal e da Campanha de Prevenção a Incêndios. Ele representava o cuidado com as matas, rios e animais. 

Mas para se tornar um personagem completo, era necessário um nome marcante. Foi aí que nasceu a ideia de promover um concurso cultural. Entre 360 sugestões, Caiubi foi o vencedor. 

De origem tupi, o nome significa “mata verde”. Um nome perfeito para um programa de educação ambiental, você não acha?

Abrangência

Ao longo de 20 anos, o Programa Klabin Caiubi esteve presente em 2.471 escolas de mais de 50 municípios do Paraná e de Santa Catarina. 

A partir de 2019, a iniciativa foi estendida ao município de Feira de Santa, na Bahia. A expectativa é de que, adaptado às necessidades locais, o Caiubi produza bons resultados para professores, alunos e suas famílias. Espera-se ainda que o programa possa fortalecer ainda mais o bom relacionamento da Klabin com a comunidade, com a construção de um legado de sustentabilidade para todos.

Metodologia

As escolas dos municípios onde a Klabin atua são convidadas a participar através das Secretarias de Educação. As edições são guiadas por um tema principal, escolhido após análise das necessidades e potenciais locais. A jornada é desenvolvida em três etapas:

  • Capacitação: especialistas compartilham seus conhecimentos com educadores, tiram dúvidas e orientam quanto à melhor forma de trabalharem a temática com os alunos, na teoria e na prática. Há sempre uma oficina que incentiva o professor a vivenciar os temas tratados.
  • Desenvolvimento: professores abordam o tema em aulas especiais e colocam os projetos em prática com suas turmas. As ações são planejadas antecipadamente, em reuniões conjuntas entre coordenadores do Programa e profissionais das escolas.
  • Mostra Ambiental: é um dos momentos mais emocionantes da jornada! Nessa etapa, os estudantes compartilham com os colegas das outras turmas, com familiares e toda a comunidade o que aprenderam. As apresentações incentivam o trabalho em equipe e são também uma oportunidade para os alunos exercitaram a autonomia. Crianças e jovens tornam-se verdadeiros multiplicadores de boas práticas ambientais. E a natureza e as gerações futuras agradecem!

Resultados

As escolas dos municípios onde a Klabin atua são convidadas a participar através das Secretarias de Educação. As edições são guiadas por um tema principal, escolhido após análise das necessidades e potenciais locais. A jornada é desenvolvida em três etapas:

  • 5.639 professores capacitados;
  • 1.468 escolas atendidas;
  • 445.462 alunos beneficiados.

Depoimentos

“Foi com bastante carinho que nasceu o Programa Caiubi e pude acompanhar a mudança de atitude nas escolas ao longo do projeto. Vimos, por exemplo, as crianças reforçarem junto de seus pais a importância de não caçar e matar animais. Os alunos passaram a aprender muito mais depois que os professores tinham passado pela capacitação, às vezes mais de uma vez”.

Vlamir Rocha
Doutor em Zoologia, professor da Universidade de Federal de São Carlos e um dos criadores do Programa Caiubi

Os materiais do Caiubi enriquecem nosso trabalho e nos dão apoio para o desenvolvimento das atividades. A partir do curso de compostagem e de reaproveitamento de garrafas PET, construímos uma horta nos fundos da escola. Os alunos plantaram, cuidaram, colheram e destinaram as hortaliças para a cozinha da escola. Muitos deles passaram a cultivar a própria horta e aprenderam a separar materiais para reciclagem”.

Valdir de Jesus de Souza
Professor da Escola Municipal Professora Mercimeire Teodoro de Oliveira, em Ortigueira (PR)

“A partir do Caiubi, criamos um projeto interdisciplinar na escola para trabalhar o potencial das frutas nativas da mata atlântica. Extraímos a essência de folhas de amora e gabiroba, depois usamos na culinária, fazendo cuca, cupcake e catchup. Contamos com o apoio de padaria local e de familiares. Também distribuímos mudas para os alunos e, em 2020, plantamos árvores em um assentamento de Santa Cecília".

Izabel Moreira dos Santos Dal Ri
Professora da Escola de Educação Básica Irmã Irene e Escola de Educação Básica Municipal Cancianila Arbegau, em Santa Cecília (SC)